quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Coisas melosas de mãe

Como já disse, contra todas as minhas expectativas, o meu piolho está-se a adaptar bem à escola dos "grandes". Quer levar a mochila do homem aranha às costas (se bem que nada leva sem ser os lanches e lenços de papel). Diz que gosta de ir de carrinha para a escola. Quando chega ao infantário onde andou nos últimos anos, vai-se sentar ao pé dos meninos do ATL que já andam na primária e preparatória. Diz que são os amigos da carrinha. Chama os outros meninos de "os miúdos da sala X e da sala Y". Parece mais crescido. E sei que ele se sente mais crescido.
Os melhores amigos da escola dos grandes são dois que vieram do infantário onde ele estava. Uma menina, com quem partilha a fruta da manhã e as bolachas de chia à tarde. Mas "é só amiga mãe, não é namorada!" O outro menino ficou noutra sala. Mas almoçam e brincam os 3 juntos no recreio.
O piolho está quase a fazer anos. Quer a festa dos Dinossauros ou da Ovelha Choné. Quer convidar os dois amigos da escola dos grandes e todos do infantário . "Vai ser tão fixe brincar com todos".
E eu fico feliz com o entusiasmo dele. Porque ele anda feliz. E o que uma mãe quer mais do que ver um filho feliz? O meu pisco até está a comer melhor!
O meu bebé está a ficar um homem. Digo-lhe isso. Todos os dias. Que tenho muito orgulho dele. É o meu homem pequeno. "Mas os homens também choram, não é mãe?" E eu digo-lhe que sim. Todos os homens choram. E os que dizem que não, não sabem o que dizem! E são tótós!



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A sério...

Já mau, um suplicio ter de levar com os tempos de antena (que nada dizem, de nada valem)...e agora tenho de levar com o "À minha maneira" dos Xutos tocado e cantado de maneira farsola no tempo de antena do PS?

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Sim, e depois?

Sim, eu tiro as grainhas das uvas ao meu piolho. Porque ele não gosta e porque cada vez que não lhas tiro, aquilo faz-lhe confusão tal que vomita, e depois não quer comer. Prefiro tirar do que ele não comer (e a uva é das poucas frutas que ele gosta para além da adorada banana e a entediante maçã).
Já me disseram ah e tal que estás a mima-lo demais, ele que se desenrasque... Ser mãe também não é isto? Eu, aos 34 anos, praticamente só como laranjas se a minha mãe descascar porque O-D-E-I-O o cheiro das laranjas nas mãos (mas já descasquei para o piolho...se bem que não gosta). E não é por causa disso que eu cresci uma atadinha. Se há coisas bem mais importantes em que eu tive de me desenrascar sozinha (porque os pais não estão, nem podem estar, sempre a amparar)...é um mimo que a minha mãe me dá quando me descasca a laranja!
Eu tiro as grainhas das uvas ao meu piolho. Sim, e depois?

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Seres humanos

...a desiludir desde os primordios da humanidade...

Muito resumidamente

Nos últimos dias:


  • A minha colega está de baixa, pelo que tenho trabalho a dobrar, problemas a dobrar, chatices a dobrar...só falta mesmo ordenado a dobrar! Basicamente só tenho tido tempo para respirar, e só porque sou uma pessoa trata o multitasking por tu!
  • Quase tive um colapso nervoso com o inicio do ano lectivo na escola nova do piolho.
  • Chego à conclusão que as crianças são seres com uma capacidade de adaptação incrível. O piolho não só não verteu uma única lagrima, como anda feliz e contente com a escola "dos grandes". Acabaram-se as lamurias matinais (não quero ir, doi-me a barriga, doi-me a cabeça, estou doente, quero ficar com a avó). Tudo bem que ainda estamos na 1ª semana. Vamos ver se isto continua assim,
  • Estou dor de garganta. Já não caminho para nova, e estas mudanças de tempo dão cabo de mim.
  • Quero, desesperadamente, o fim de semana.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O drama, o horror!

Hoje de manhã, quando saímos de casa, esborrachei um caracol. Para o meu piolho foi o drama, o horror "Olha o que fizeste!! Vamos leva-lo ao médico". Tentei amenizar a coisa com um brilhante "Foi sem querer! Vamos pô-lo aqui na relva, e ele vai ficar bom". Pensei que a coisa tivesse ficado por ali. Quando chegámos a casa dos meus pais, a 1ª coisa que ele disse, não foi um bom dia foi "a mãe matou um caracol".
Eu tenho culpa que por causa da chuva os caracóis andassem a passear?!?!?! Vestissem coletes refletores!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Só não acerto na sorte grande...

A sério! Ainda há umas semanas comentava "ou muito me engano ou blá blá blá, whiskas saquetas" (e claro que as whiskas saquetas não é coisa boa).
Bem dito, bem feito.
Mas porque é que isto não se aplica ao acertar na chave do euromilhões?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A sério?

Hoje disseram-me: "Essa camisola é a farda das 6ª feiras? Na 6ª feira passada também trouxeste essa camisola".
A sério? A cabeça está assim tão vazia para decorarem este tipo de coisas? Eu já nem sei o que vesti ontem, quanto mais na semana passada!!!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Pois...

Convidaram-me a gravar uma entrevista (não, não foi para a televisão...ainda não é desta que sou descoberta! E infelizmente o tema não foi "Como é ganhar o Euromilhões") para ser mostrada num seminário. Hoje mandaram-me o vídeo editado. Tenho a dizer:

a) nunca me tinha apercebido que falo imeeeennnnsoooooo com as mãos (eu devia ir trabalhar para o aeroporto para ajudar a "estacionar" os aviões);
b) tenho tantos, mas tantos tiques nervosos e "muletas linguísticas".

Ah e das duas, uma: ou a minha balança está descalibrada ou fui filmada em 16:9! Para ajudar acho que o vídeo vai ser projetado numa tela gigante!
Felizmente a "camerawoman" era inexperiente e gravou-me em contra luz! Faltava a voz destorcida e podia bem passar por alguem que está num programa de protecção de testemunhas!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Não se percebe

Bebo café sem açúcar mas não me sabe bem se não o mexer.
Não consigo beber café com leite sem 1/4 do pacote de açúcar. Se for mais já não consigo beber.
Gosto de manteiga na sandes mista, mas não gosto na sandes de queijo.
Não consigo adormecer se souber que a porta do roupeiro está aberta.
Não consigo adormeces sem ter a orelha tapada.
Tomo banho de costas para o chuveiro.
Uso o relógio na mão direita.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Eis a questão!

"Oh mãe, porque é que temos de trabalhar 5 dias e só ficamos em casa 2? 5 é muito!"

Eu também acho que 5 dias é muito. e principalmente acho que 2 dias é pouco!
Era ganhar o Euromilhões...só isso!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ai o ensino...

Sou um bocado cética em relação a tudo o que sejam serviços públicos. Não que ache que as pessoas sejam incompetentes ou más profissionais (que também os há: nos serviços públicos e privados). Simplesmente acho que não estão de corpo e alma: quer seja porque ganham mal, porque não são reconhecidos, porque não têm planos de carreira, ou por qualquer outra razão. (Atenção, não estou a julgar, porque se tivesse na mesma situação se calhar teria a mesma postura)
Se os tempos fossem outros, eu inscreveria o meu piolho no ensino privado. Sinceramente não acho que os professores são melhores ou piores do que os professores do ensino publico. No entanto, se tivesse o meu piolho numa instituição privada, sentia que tinha o direito de exigir qualidade de ensino. "Ah e tal no ensino publico também posso exigir". Poder até posso. A diferença é que no ensino privado as exigências não caem em saco roto, pela simples razão que eles vivem das mensalidades. E sem alunos...adeus negócio. Já no ensino publico...As reclamações vão resultar em quê? Aqui não se põe "se não está satisfeito, mude de escola"...Aqui é mais "Não está satisfeito? Aguente-se. É o que há." (Mais uma vez digo: não acho que todos os males do ensino publico sejam dos professores. Acho que eles são o elo mais fraco).
Para dar força à minha visão pessimista disto tudo, todos os professores que conheço têm ou pretendem colocar os filhos no ensino privado. Isto tem que ter algum significado...
 
Bom ano letivo!
 
*Toda esta reflexão resulta do meu primeiro contacto com a escola publica para onde o meu piolho vai. Total confusão, "atendimento" péssimo e atitude pior ainda. Senhores: não me estão a fazer favor nenhum! Lá porque é publico e "grátis", não têm de falar com as pessoas com ar que toda a gente lhes deve e ninguém lhes paga! E se há coisa que me irrita profundamente é que me digam: "O que é que quer que eu lhe faça?!". Apetece-me sempre responder: a) quero que me passe um cheque de 1.000.000€; b) quero que vá ver se chove; c) quero que seja educada e profissional

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sim, é verdade...é um guilty pleasure #1

Gosto de estar na praia, deitada na toalha e ouvir as conversas de quem está deitado no chapéu ao lado.
Há conversas que dariam uma novela mexicana.
 
Num dos dias, em menos de 10 minutos fiquei a saber que:
a) A Carolina (ou Carol como os pais e avó a chamavam) acabou o curso de gestão (bad,bad choice...been there, done that) e ainda não tem emprego;
 
b) A Carol acha que para arranjar emprego basta estalar os dedos, senão não diria "não sei se me candidate a este ou ao outro. Se tenho de escolher vai ser uma chatice"...(oh mulher candidata-te aos dois e a mais uns vinte. Provavelmente, na melhor das hipóteses, vais receber o lindo email a dizer "blá,blá,blá whiskas saquetas no entanto vai ficar na base de dados". Ou então ignoram completamente).
 
c) A Carol namora com o Francisco que não foi de férias com ela. Mas o Francisco agora quer ir ao Algarve ao seu encontro. Carol não fica nada contente porque no dia que ele quer ir, ela já tinha uma coisa combinada com umas amigas em Vilamoura. Francisco fica furioso e deve ter-lhe dito umas boas e desligado o telefone porque Carol fica num pranto. A mãe não pára de a chatear para que ela lhe conte o que se está a passar. A avó piora a coisa. Carol liga ao Francisco e diz-lhe que ele está a magoa-la de propósito e que não quer saber dos sentimentos dela. A Avó e mãe continuam a atazanar-lhe a cabeça.Carol está quase a ter um colapso nervoso.
 
Entretanto o piolho chega da água e dá-me cabo da diversão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Aquele momento...

Em que mais uma vez percebes que és uma parvinha que para aqui anda.
 
Aquele momento em que chegas de férias e percebes que (apesar de te teres esfalfado para que o trabalho que te foi confiado nas férias de alguém ter sido bem feito e não ter ficado nada para trás), se estiveram a marimbar para o ter trabalho e está tudo de pantanas...